Wednesday, January 18, 2017

Capítulo Nove

Por Zachary


 Eu estava chocado com a história dela, não sabia que havia sido tão trágica, em alguns momentos lágrimas corriam pelos meus olhos também, não sabia que ela havia ficado tão mal, e definitivamente eu não a conhecia muito bem.
"E...essa foi a miha vida." ela disse em meio a lágrimas
"Eu sinto muito." eu disse soluçando
"Tudo bem." ela sorriu, só que eu sabia que naquele sorriso...ela estava sentindo dor, se eu mesmo fiz isso quando minha mãe morreu, então por meio de um impulso a abracei, abracei muito forte, bem apertado, e como ela estava sensibilizada, ela colocou a cabeça no meu peito e chorou mais ainda. De alguma forma, ver ela com a cabeça no meu peito, me deu uma sensação diferente, uma sensação boa, como nunca tinha sentido antes, me dava arrepios, não queria ver ela chorando, doía ver ela assim, doía muito, doía no peito ver ela chorando, então ela tirou a cabeça do meu peito, eu segurei seu rosto com as duas mãos e limpei suas lágrimas com o meu polegar e fui descendo até chegar em seus lábios, eu olhava fixamente para eles que estavam entreabertos, percebi que ela também estava olhando para minha boca. olhei nos olhos dela e depois olhei para a boca de novo, e passei o dedo pelo lábio dela, eram tão vermelhos e lindos, senti que eu estava ofegando, estava com a respiração acelerada, queria beijá-la, e por mas que eu tentasse me afastar, eu não ia conseguir, ela estava perto demais...nós eramos como um bomba em contagem regressiva, como se a qualquer momento fossemos explodir...era como: 3...2...1! Eu a beijei de uma forma tão avassaladora que suas mãos foram para no meu cabelo desalinhando-o todo, uma de minhas mãos estava em sua nuca e a outra estava em seu rosto, minha língua invadiu a sua boca em uma briga, estava tão envolvido que não queria sair dali nunca mais, ficamos ali por mais longos minutos, estava tão bom...mas...já estávamos sem ar, então nos separamos e juntei testa com testa afim de ver seus olhos, nossas bocas se juntaram de novo. Nunca havia me sentido assim com ninguém antes, uma explosão praticamente parou o meu cérebro,eu estava gostando da companhia dela e isso era raro. Depois de mais longos minutos nos soltamos e nos separamos, olhamos fixamente nos olhos, provavelmente procurando uma resposta para o que havia acabado de acontecer ali. Fui o primeiro a pedir perdão
"Me desculpa... eu...eu, não queria fazer isso, eu...,Percebi também que estava estragando aquele momento. Me desculpe..."
"Tudo bem, acho que...isso foi um erro de nós dois, não se culpe ok"? Fiquei em silêncio, estava sentindo uma dor...uma dor que não era comum para mim, aquelas palavras de alguma forma, me machucaram, eu realmente queria aquilo, eu quis aquele momento, só não estava certo ou consciente se ela queria também, o que realmente não faz sentido, eu conheci ela hoje, como foi que isso aconteceu? Só que...aquela sensação foi forte demais, foi tão forte quanto eu, foi muito maior do que uma vontade. Não acredito que acabei de dizer isso, acho que é melhor, eu esquecer que isso aconteceu...afinal, eu não queria nada com ela, pelo menos acho que não.
"Talvez, seja melhor, nós nos esquecermos disso", ela disse
"Pode acreditar, eu nunca vou esquecer disso." falei da boca pra fora, mas, de verdade, nem a minha alma conseguiria esquecer aquilo...eu minca havia beijado ninguém daquela forma...de qualquer forma, eu gostei e muito.
"Um de nós tem que esquecer."
"Então vai ser você, porque, eu não vou cosenguir, não tão fácil." ela me encarou surpresa e eu sorri
"Gostei muito da sua história, mexeu muito comigo, ainda mais agora que eu te conheço melhor." eu disse e ela sorriu
"Pois é, você teve sorte, agora eu sei que você também não fica com qualquer uma que tenha vagina." ela disse e eu ri
"Pois é...agora, você também me conhece." um silêncio se abateu, nenhuma de nossas almas ousava a fazer qualquer tipo de barulho, mas, a única coisa que eu pude captar ali foram...nossas respirações, estávamos em plena sincronia, e eu estava me sentindo...no paraíso.
"O que você acha de sermos amigos?" ela disse sorrindo
"Podíamos tentar..." falei concordando
"A partir de hoje, você pode me chamar apenas de Zac...só meus amigos me chamam assim."
"Bom, e você, pode me chamar de Vanessa ou Luna."
"Luna, por que Luna?" perguntei sem entender.
"Bom, é que...me costumam chamar assim, porque dizem que meu sorriso brilha como a Lua, ridículo não é?"
"Não, nem um pouco, eu achei esse nome muito bonito, quem deu ele pra você?
"Minha mãe - ela ficou triste de novo - sempre antes que eu fosse dormir, minha mãe e eu ficávamos olhando para o céu, vendo as estrelas, eu particularmente amo isso...e principalmente sabendo que minha mãe virou uma estrela...agora, eu posso olhar pra ela todos as noites, talvez esperando que um dia, ela possa me ajudar, e ajudar o meu pai também." ela disse e eu senti meu rosto ficar molhado, molhaod por lágrimas, eu estava chorando, realmentee eu estava muito emocionado.
"Você está chorando?" ela perguntou sorrindo
"Me perdoe, mas é que...me deixou emocionado, me desculpe."
"Não, está tudo bem, eu também fico assim as vezes, é muito triste me lembar disso...mas, eu ainda tenho meu pai, nos dois gostávamos de você..."
"Como assim?"
"Bom por exemplo, você é ator, e também fotógrafo, você sempre aparecia na televisão, e nós gostávamos de te assistir, era muito bom."
"Obrigado, aliás, vocês parecem os únicos que gostam de mim."
"Não acho que seja o caso...mas eu acho que é assim, que esse mundo quer que você pense."
"Como assim?" falei ainda sem entender.
"Bom, se eu fosse suas fãs ou fotógrafos ou paparazzi, ou uma pessoa da mídia, ia querer que você ficasse afastado de todos, porque de você está sozinho...é menos ameaçador." ela sorriu e eu também, depois ficamos em silêncio e voltamos a olhar a vista, mas, eu não conseguia tirar os olhos dela.

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